Cerimônia foi marcada por apoio ao Sistema S e contra o projeto de lei do ministério da Educação. O Sistema Fecomércio-RJ recebeu, ontem, a Medalha Tiradentes, a mais importante comenda do Poder Legislativo, por realizações sociais e econômicas no Estado do Rio. Na abertura da cerimônia, o autor da homenagem, deputado Luiz Paulo Correa da Rocha, ressaltou a importância da instituição – representada pelo presidente, Orlando Diniz e sua diretoria.
Ao receber a homenagem, Diniz falou da importância do Sistema Fecomércio-RJ e explicou suas atribuições: “A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, representa os interesses das empresas dos setores de bens, serviços e turismo do estado; o Senac Rio, promove a construção de competências para o fortalecimento e a competitividade do setor terciário fluminense; e o Sesc Rio, se propõe a desenvolver as potencialidades do ser humano, contribuir para sua formação e para o desenvolvimento da cidadania, além de promover o bem-estar social. São entidades com reconhecida atuação, com mais de 60 anos, regidas pelo direito privado, sem fins lucrativos, com recursos oriundos da contribuição dos empresários do setor terciário, que têm a finalidade de suprir as atividades do setor com trabalhadores e cidadãos capazes de produzir, empreender e fazer a diferença em suas vidas, na de suas famílias e no futuro de nosso estado”. Diniz ressaltou também que o Sistema Fecomércio-RJ tem cumprido com competência e transparência a missão de aplicar os recursos.

Deputado Luiz Paulo Correa da Rocha, entregando a medalha ao Orlando Diniz (Presidente do Sistema Fecomercio-RJ)
A homenagem marcou o inicio de uma campanha a favor do Sistema S e contra o projeto do ministro da Educação, Fernando Haddad. “Ao longo de nossa história, temos sofrido investidas políticas de vários governos. Agora, o ministro da Educação, Fernando Haddad, propõe a criação, de forma intervencionista, do FUNTEP, retirando 33% dos recursos do SESC, somando-os aos 100% do SENAC e repassando-os para este Fundo. O propósito é utilizar estes recursos para capacitação técnica de estudantes do ensino médio cuja obrigação constitucional é dos governos”, assegurou o presidente do Sistema Fecomércio-RJ. O deputado Luiz Paulo manifestou apoio e disse: “Concordo com a argumentação do presidente e não acredito que a proposta venha a ser aprovada pelo Congresso. Ela é intervencionista, pois propõe ingerência governamental direta na aplicação dos recursos de entidades que são de direito privado, prevista no artigo 240 de nossa Constituição. O dinheiro que o governo precisa para investir em educação terá que vir da carga tributária exorbitante à qual somos submetidos”, afirmou Luiz Paulo.